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O que é MVP e como fazer o seu.

Todo mundo quer um MVP pra chamar de seu. A sigla carrega um significado importante de início, a primeira atitude concreta no desenvolvimento de uma empresa ou ideia. Mas será que todos entendem o que é um MVP e pra que serve?

Neste conteúdo, vamos abordar o que é o MVP e como pensar em um formato lean para descobrir quais são as respostas que você deve exigir dele para dar segmento ao seu desenvolvimento e mais que isso, como sair do MVP para uma versão do seu produto.

O que é um MVP?

A sigla confunde mais que explica; Mínimo produto viável . Vamos quebrar as palavras para entender o significado de cada uma delas.

Produto 

Palavra controversa. Alguns acreditam que um MVP é um produto e outros não. Você seguirá este texto usando minha opinião nesta matéria e poderá procurar outros pontos de vista, se achar necessário.

O MVP não é um produto, ainda. Ele é mais um experimento feito para testar algo específico. Este pensamento nos ajuda a fragmentar as ações necessárias para fazer um produto em pequenos pacotes de dados que vão nos ajudar a delinear os valores que queremos representar antes de entrar propriamente em código.

Trocando em miúdos, você usa um MVP pra testar algo com seus usuários. Algo pequeno. 

Por exemplo: Vamos imaginar que você está montando uma aplicação que oferece promoções para lojas. Você precisa saber qual a melhor maneira de fazer os clientes aproveitarem as promoções. Você acredita que colocando uma chamada na etiqueta das roupas vai atrair novos participantes.

Para testar, você imprime etiquetas na sua impressora de casa com um QR code que leva para um formulário gratuito onde a pessoa pode se cadastrar. Está pronto o seu MVP.

Para medir suas respostas, você utiliza o seguinte cálculo: A razão entre o volume de etiquetas e o volume de cadastros vai te mostrar o nível de engajamento dos clientes daquela loja, naquela sessão, naquele momento.

Assim, colhendo os números deste experimento, você pode tomar uma decisão mais educada sobre o que deve desenvolver primeiro.

E é pra isso que serve o MVP, pra te ajudar a tomar decisões baseadas em dados, diminuindo o seu risco de desenvolver algo que ninguém vai usar e aumentando a probabilidade do seu produto ter sucesso junto ao seu público.

Portanto, o MVP não é um produto ainda, mas uma funcionalidade isolada que consegue responder perguntas importantes que vão te ajudar a desenvolver futuramente.

Mínimo 

O que é o mínimo? Como podemos saber que não estamos exagerando a quantidade de funcionalidades para testar uma situação? Uma boa dica é criar uma hipótese.

Uma hipótese é composta de duas partes, um questionamento e uma possível transformação. Vamos voltar ao caso da aplicação de promoção.

Nossa hipótese neste caso é: ” se o cliente perceber que pode participar de promoção ao ler a etiqueta do produto, será que ele participa?”

Esta hipótese precisa vir acoplada a um número que vai respondê-la. No nosso caso, o volume de cadastros dividido pelo volume de etiquetas mostra o engajamento geral, já o volume de cadastros dividido pelo volume de etiquetas compradas, mostra o nosso engajamento ativo; pessoas que pegaram a etiqueta, leram, pagaram e participaram ou não da promoção.

Veja bem que de um experimento simples, conseguimos extrair dois dados fundamentais para o desenvolvimento do nosso produto. 

A partir deles, sabemos se este canal de divulgação faz sentido ou não.

Viável 

Viabilidade tem haver com a complexidade técnica e a execução daquele experimento. Não é saudável criar um MVP muito difícil ou caro de ser desenvolvido. Mesmo porque, por natureza, ele não tem vida longa e nem deve ter. O bom MVP é descartável, substituível e deve cumprir seu papel rapidamente e sair de cena para dar lugar a outro experimento ou a um produto final.

Por isso volto ao meu argumento inicial, MVP não é produto, porque no momento que um experimento é encarado como produto, já recebeu mais investimento que deveria. E quanto mais funcionalidades você coloca no seu MVP, mais difícil fica de abandoná-lo, impedindo a inovação e o aprendizado que ele te oferece.

Quando um MVP vira produto?

Essa resposta é muito simples, nunca. O MVP não é feito para evoluir para um produto, mas sim para coletar respostas que vão guiar o desenvolvimento de um produto. Por isso, se você acredita que a primeira versão de qualquer coisa é um MVP, está bastante enganado. Montar um produto inteiro eliminando algumas das funcionalidades do seu escopo não é fazer um experimento, mas investir em algo que você não tem certeza se vai funcionar.

Essa atitude aumenta o risco do seu investimento e diminui a sua probabilidade de inovação uma vez que você não quer abandonar a sua primeira versão para criar outra. E ainda te força a investir em marketing de convencimento ao invés de ter um valor claro no seu produto, gerando desgaste em qualquer empresa.

Dicas finais

Se você quer experimentar fazer seu próprio MVP, comece construindo uma hipótese e desenhando quem são as pessoas que transformariam esse hipótese em verdade.  Crie algo incrivelmente simples com objetivo de medir somente um número. 

Quanto mais simples você for, mais fácil pro seu público entender eu utilizar a sua funcionalidade, e mais rápido você consegue caminhar para desenvolver um produto final.

Boa explorações e Até breve.

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Conexão Inovação

E agora, o que é ser um desenvolvedor?

Com a chegada do Amazon Honeycode, muitas pessoas que não conheciam o termo “nocode”, foram impactadas por essa onda de desenvolvimento sem código. 

Pode parecer novo, mas essas ferramentas já existem há muito tempo. E algumas empresas no mundo já tem o modelo de negócios completamente baseados em estruturas de softwares sem código.

É possível desenvolver aplicações extremamente complexas neste sistemas. E a cada dia as barreiras estão ficando menores, possibilitando criar a maioria das soluções que conhecemos sem precisar contratar um desenvolvedor tradicional.

Desenvolvimento sem código

O desenvolvimento sem código pode apresentar algumas dificuldades quando o assunto é integração com outras plataformas. O que não acontece com o desenvolvimento tradicional, que  permite mais opções para criar detalhes e incrementos específicos.  

Esses limites não serão barreira para o que vem pela frente. O lançamento da Amazon Honeuycode com um investimento massivo de mídia, mostra que as grandes empresas já estão de olho em formas de desenvolver suas soluções sem precisar mais contratar pessoas específicas para isso. É um cenário novo, desafiador mas ninguém pode dizer que era imprevisível.

Quem desenvolve sem código precisa aprender a lidar com essas limitações e planejar um produto que pode seguir um caminho inovador. E aí que entra o planejamento de produto, criando maneiras de entregar valor dentro de um cenário com os seus limites e qualidades.

Como construímos produtos digitais? 

Aqui na Codenuts trabalhamos com bubble.io. Uma plataforma sem código que conta com mais de 10 anos de mercado e alguns milhões de clientes. Escolhemos desenvolver desta forma porque entendemos o valor do tempo que uma empresa leva para colocar uma ideia no mercado.

Sabemos que quanto mais tempo leva o planejamento, mais chance tem-se de perder a originalidade da ideia, por isso planejamos produtos que oferecem valor rapidamente sem as dores mais profundas de um desenvolvimento tradicional.

Se você tem um negócio digital ou já pensou em montar um, sabe a dificuldade que é encontrar um desenvolvedor para te ajudar. São profissionais caros e muitas vezes difíceis de acessar, por causa do tempo escasso que tem devido ao volume de requisições que recebem.

Os modelos de desenvolvimento sem código vem facilitar esta realização. Enquanto é necessário alguns anos para ser um bom desenvolvedor tradicional, hoje, em quatro meses, é possível que uma pessoa com alguma esperteza se torne um bom desenvolvedor sem código.

Essa realidade vem transformar o mercado de produtos digitais, fazendo os profissionais pensarem novamente sobre seus modelos de desenvolvimento e realização de projetos. O que era antes muito caro passa a ser mais acessível, tornando desnecessário alguns processos de descoberta que sempre serviram para economizar na hora de desenvolver.

Em resumo , com o desenvolvimento mais barato, você não precisa investir tanto tempo para saber se sua ideia vai ser comprada. Você pode simplesmente produzir e colocar no mercado, porque o investimento de tempo para validar pode ser maior do que o investimento para criar.

Uma vez que o desenvolvimento fica bem mais barato, esta descoberta requer menos esforço, menos pessoas, menos especialidades, transformando o modelo de trabalho em algo mais dinâmico e as necessidades de conhecimento em algo mais tático.

Saber desenvolver sem código não é tudo. É somente a ponta da criação de produtos eficientes e rentáveis. Também é preciso ter visão de mercado, entendimento de usuário e outros conhecimentos para que o desenvolvimento sem código tenha valor. Desenvolvimento é só desenvolvimento, sem propósito não serve pra muita coisa.

Para você empreendedor, este é o seu momento. E é hora de tirar do papel aquela ideia incrível e compartilhar com o mundo à sua genialidade. Você pode hoje aprender a fazer uma aplicação muito rapidamente e colocar no mercado. Vai te exigir algum esforço, porque não é simples, mas não é um esforço tão complexo quanto aprender uma linguagem de programação.

Portanto, mão na massa e vejo você no mercado!

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7 passos para ser Inovador

Ser inovador é um comportamento que pode ser construído. Você já é criativo naturalmente, e com poucas atitudes pode passar a produzir ideias e iniciativas de alto valor para a sua empresa e para a sua equipe.

Não perca tempo, baixe o e-book e comece a sua jornada em direção a inovação.

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Inovação por colaboração com seu cliente

Entenda como inovar em conjunto com o seu cliente através de colaboração. Muitas pessoas imaginam que inovar é algo complexo e exige um conhecimento além do natural. Essa suposição não poderia estar mais longe da verdade. Para ser inovador, um produto ou serviço precisa basicamente aprender a ouvir seu cliente e aprender com ele as formas de evoluir em colaboração. Para isso, é essencial ter uma forma de receber as ideias, priorizar e colocar em ação. Vamos ver cada um desses passos aqui e tentar começar um processo de inovação rápida na sua empresa. Inovação para transformar e criar novos mercados.

Inovar por colaboração

Quando o cliente quer reclamar, vai ao seu SAC. Quando quer tirar uma dúvida, procura na sua base de perguntas recorrentes, mas e quando quer colaborar ou dar uma ideia? É aí que a inovação nasce, quando você tem um canal para ouvir o seu cliente e incluí-lo no seu produto ou serviço. Então seu primeiro passo é criar um canal de captação de ideias e sugestões.

Priorizando as sugestões

Procure escolher uma ferramenta que te dê alguma forma de priorizar as ideias que recebe do seu cliente. Algumas alternativas são contagem de corações nas ideias, votos ou até mesmo volume de comentários. Sabendo quais ideias são mais aceitas, você consegue rapidamente descobrir as que são mais valiosas para o seu cliente e desenvolver com mais segurança.

Colocando em ação

Aproveite as ideias que você coletou para criar novas tarefas para a sua equipe. Colocar em ação é mais importante que fazer algo perfeito. Portanto parta para a realização e comunique seus clientes da novidade citando a fonte. Se você criou algo em conjunto com o seu cliente, nada mais justo que agradecê-lo publicamente por isso.